visto no cinema, em junho (In-Edit)

entre tantas coisas fantásticas desse filme, sobram o amor desmedido entre Genesis e Lady Jaye, a ponto de tentarem ser a mesma pessoa. de resto, influências de William Burroughs, a incrível banda Psych TV e muito no que pensar.
Visto no cinema em junho

o filme de Lucia Murat é uma deliciosa costura de depoimentos, e a representação dramática das cartas enviadas pelo irmão que dava a volta ao mundo (representado por Caio Blat).
a memória d diretora se abraça a de seu irmão e a tudo que cada um deles viveu. um filme delicado, forte e de grande inteligência.
Visto no cinema em maio

tem se falado por aí que esse é um filme ensaio sobre o cinema de Rogerio Sganzerla e acho essa definição preciosa.
Joel Pizzini faz um filme no estilo do Sganzerla e se por um lado saí do cinema sem saber direito os anos de lançamento de cada filme, por outro lado, entendo muito bem a construção da linguagem desse fantásticos diretor: Oswald de Andrade + Orson Welles + Godard + Noel Rosa.
imperdível!
visto no cinema, em maio

um filme muito louco. com grandes momentos de terror, Edgard Navarro faz uma homenagem à figura do louco, costurando lendas brasileiras com a contação de causos em uma pequena cidade no interior da Bahia.
também há ali a história de um padre sem fé que escancara as relações religiosas brasileiras. faltou um quê de finalização lá ou cá, mas quem se importa com tanta audácia na tela?
recomendado com força pra todos que procuram novidade no cinema.
Visto no cinema do festival Sónar

média metragem sobre o gênio da música contemporânea Steve Reich. daqueles que fazem formigas andaram pelo seu estômago.
o documentário foca em mostrar a biografia da obra de Reich e também a sua simpatia. a conceitualização artística de Reich e o documentário são encantadores.
visto no cinema em 13 de maio

o incrível filme de Mario Ignez antropofagia, na melhor tradição oswaldiana, boa parte do cinema marginal brasileiro, da Nouvelle Vague, das histórias em quadrinhos, dos road movies de baixo orçamento americanos.
o filho do Bandido da Luz Vermelha segue o caminho do pai, assim como as filhas do Rogerio Sganzerla (Djin e Sinai), que estão envolvidas no filme.
é um cinema tão antigo e tão inovador, que não é um respiro na mesmice naturalista, é um esbaforido. é provável que faça anos que as telas de cinema não tenham se enroscado em um material tá caótico, divertido e empolgante.
não bastasse isso, ainda tem Ney Matogrosso como o Bandido da Luz Vermelha.
é claro, não faltam as frases feitas, tão autênticas quanto Q-suco. o texto todo não se preocupa em parecer natural e real - mais que isso, ele se exige falso. e é uma delícia de se ouvir. há grandes frases e grandes sorrisos.
esse entrou na lista de filmes que eu gostaria de ter escrito.